
E a madrugada parece enraizar-se em mim
Vencendo-me no meu próprio tereno minado.
Lá, encontrei uma menina perdida
Dava voltas e voltas olhando para as estrelas
Ficando tonta a cada maroto rodopio.
Ri-me para ela, retribuiu-me com flores
Mostrou-me que era feita de papel, mandei-lhe um beijo.
Perguntei-lhe o nome, sussurou-me o seu segredo.
Caiu, tonta, no prado, segui-a ao sabor da eternidade
Cantámos de bruços, melodias até adormecer.
Acordei sobressaltado ao som dum pranto
Chorava furiosamente salinas e quentes lágrimas
Como duas correntes paralelas, a deixar marca.
Acena-me ao longe, comprometida e triste
Serpernteia, deixando um S como rasto que nunca poderei seguir.
Ergui os olhos, descobri-a dentro de mim
Respirei por ela, amei-a e mostrei-lhe a minha luz.
Quando o vento me varreu daquele mundo que não é meu
Pedi uma palavra, mas já tudo tinha passado
E percebi que a madrugada não tinha acabado.
Pché 07
07/05/07
To Miss S*