Wednesday, January 31, 2007

De um outro Eu


Segundos são horas que não querem passar
Disse-me um outro eu enterrado de areia até aos tornozelos.
Palavras são poemas preguiçosos ainda por escrever
Li algures na minha distorcida imaginação.
Nuvens cor de rosa, são grandes pedaços de algodão doce
Ouve-se na brisa de um qualquer fim de tarde.

Sob a chuva de um céu morto
Reparo que o dia passou
Que nunca vi a luz pelos teus olhos
Que nunca sorri por ti, hoje, aqui.
Que o mal só nos toca quando o sol desaparece
Que segundos são horas e palavras são pequenos poemas.

Crescem em mim eus que não conheço
Como lágrimas caídas que não controlo
Fecho os olhos, cerro-os em mim
Largo tua doce mão gelada agora
Finjo esquecer o que já esqueci
Acabo de escrever, que já é hora.

Pché 07
Agradeço ao meu vice versa me inspirou para chegar a este resultado final, meio marado, assim como eu.

Saturday, January 27, 2007

Anjo de Asas Cor do Céu


Escuto as gotas que caem no mar
Espero noites sem lua cheia
Sonho com um dia enevoado
Em que os ponteiros da vida girem ao contrário.

Escuto o Sussurrar de todos os rumores
Escondo-me dentro de ti
Adormeço no teu leito aquecido
E canto de olhos serrados ao sol de primavera

Invadindo o território dos deuses
Perseguido, tento achar os mais belos fragmentos de realidade
Busco o rei de todos os sentidos
E sou resgatado pelo anjo de asas cor do céu.

Pché 04

Tuesday, January 23, 2007


Como que perdoasse
Esborrachando a dor
E perdendo o teu sabor.
Balançavas na corda bamba
Enquanto eu apenas sonhava
E o tempo passava.

Pché 06